terça-feira, 26 de março de 2013

...Influência de imigrantes no bairro...




O bairro do Bixiga, na região da Bela Vista, foi formado por imigrantes italianos da região da Calábria, ganhou importância histórica e turística na capital paulista.Os imigrantes imprimiram sua cultura no perfil do bairro,no qual a tradição e a religiosidade italiana são fortemente mantidas.eles chegaram no bairro por  causa do encolhimento dos lucros nas lavouras de café, e a dificuldade de encontrar trabalho na zona rural, por isso começaram a ir para as zonas urbanas, a maioria acabou se espalhando pela capital em alguns bairros de classe operária.

O bairro do Bixiga, na região da Bela Vista, é conhecido por várias cantinas italianas que compõem o local. Os restaurantes tem vários toques que deixam a Itália muito presente: seja na decoração, na música ou, é claro, nas mais diversas massas que tornam a gastronomia local inconfundível.

...Festa de Nossa Senhora Achiropita...


A Festa de Nossa Senhora Achiropita, é realizada todos os anos durante os fins de semana de agosto. Comemorada desde 1926, originalmente por imigrantes italianos da região da Calábria, é hoje uma das festas mais tradicionais da capital paulistana


...Pontos Turisticos...


Praça Dom Orione
Nascido na Itália em 1872, Dom Orione, já beatificado pela Igreja, passou algum tempo em países da América Latina, entre eles o Brasil. A praça que leva o seu nome, é uma homenagem ao betão.
Aos domingos, a praça é tomada por cerca de 200 barracas que comercializam antiguidades e artesanato.
Nela ainda podemos encontrar o busto do compositor Adoniran Barbosa, cantor e compositor que explorou de forma única o sotaque 'italianizado' em sua música.




 Escadaria do Bixiga 

Ao lado da Praça Dom Orione, fica a escadaria que une a parte baixa do bairro à alta, na Rua dos Ingleses, dando acesso por um lado ao Museu dos Óculos, Museu Memória do Bixiga e Teatro Ruth Escobar, e do outro às famosas cantinas italianas e feira de antiguidades. 


A escadaria já foi palco de muitos filmes e peças publicitárias.


 Museu dos Óculos 
O Museu dos Óculos Gioconda Giannini é um museu particular localizado na cidade de São Paulo. Foi fundado em março de 1996 pelo esteta óptico Miguel Giannini e encontra-se sediado em um casarão da década de 1920, na Rua dos Ingleses, no bairro do Bixiga.
O museu ocupa o piso superior do casarão, onde divide o espaço com uma das lojas de Giannini. O nome Gioconda Giannini é homenagem à mãe de Miguel.

A partir da inauguração do museu, a coleção aumentou expressivamente, por meio de aquisições em leilões, antiquários e doações.

O museu conserva uma coleção de aproximadamente 700 exemplares de óculos, originários do Brasil e de outros países, produzidos entre os séculos XVII e XX, além de modelos raros e antigos, como uma coleção chinesa do século XVIII com estojo de escamas de peixes. Possui também outros itens que pertenceram a celebridades como Jô Soares, Regina Duarte, Elis Regina etc. 

O Museu é apontado como único em seu gênero em todo continente americano.


Igreja Nossa Senhora da Achiropita.

A Igreja Nossa Senhora Achiropita localiza-se no bairro do Bixiga, região central da cidade de São Paulo. Foi fundada por imigrantes italianos em 4 de março de 1926. Pertence ao setor Sé da Arquidiocese de São Paulo.

Teatro Ruth Escobar 

O teatro Ruth Escobar foi fundado em 1963 na Rua dos Ingleses em São Paulo, Brasil.
O teatro leva o nome da atriz e antiga proprietária do terreno onde foi erguido, Ruth Escobar. A inauguração do teatro também contou com apoio da coletividade portuguesa de São Paulo.
Atualmente o teatro tem três salas de espetáculo: sala Gil Vicente, sala Myrian Muniz e sala Dina Sfat. Também conta com um bar e uma livraria.












... Bairro Atualmente...


Hoje, o Bixiga é reduto de intelectuais, artistas, amantes de cultura e gastronomia. Foi ali que o industrial italiano Franco Zampari fundou o extinto Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), por onde passaram Cacilda Becker, Paulo Autran e Sérgio Cardoso, que empresta o nome a um dos mais importantes teatros da cidade, instalado... no Bixiga! Outros badalados teatros estão no entorno, como o Abril, o Brigadeiro, o Bibi Ferreira, o Ruth Escobar e o Cultura Artística.
Complementam a esfera cultural do Bixiga o Museu dos Óculos Gioconda Giannini e a Feira de Antiguidades da Praça Dom Orione, esta última com cerca de 300 barracas que dispõem de artigos diversos, obras de arte, comida e outras curiosidades. A bela Escadaria do Bixiga une a parte alta do bairro, na rua dos Ingleses, à parte baixa, na rua Treze de Maio, e dá acesso ao polo cultural de um lado e às cantinas e à feira do outro.
Eventos culturais, exposições, cursos e oficinas são atrações do Centro de Preservação Cultural (CPC) da Universidade de São Paulo, localizado na chácara urbana Casa de Dona Yayá, na rua Major Diogo. Aos domingos, há apresentações de coral, cantigas de roda, musicais, circo e teatro.
Monumentais, os Arcos da Rua Jandaia sobre a Avenida 23 de Maio foram descobertos pela Prefeitura de São Paulo após uma demolição e estima-se que sua construção data do século 19. Outro item do patrimônio histórico da cidade, a Vila Itororó, chama atenção por seu conjunto arquitetônico peculiar, entre as ruas Martiniano de Carvalho, Monsenhor Passalaqua, Maestro Cardim e Pedroso. Foi construída entre 1922 e 1929 para uso público e hoje o aglomerado de casas que abriga 80 famílias divide espaço com a intensa atividade artística.
No Bixiga também estão instaladas a sede da tradicional escola de samba Vai-Vai e a Igreja Nossa Senhora Achiropita, santa homenageada todo mês de agosto com a festa gastronômica e beneficente nas ruas do bairro. Na rua Conselheiro Carrão, casinhas acabam de ter suas fachadas revitalizadas. Coloridas em tons vibrantes e alegres, o projeto tem o objetivo de transformar o Bixiga no “Caminito brasileiro”, fazendo referência ao famoso ponto do bairro portenho de La Boca, na Argentina. Foram 20 os imóveis que ganharam “cara nova”, entre cantinas, uma creche e o antigo Teatro Zácaro.
No meio de tanta agitação espalham-se padarias, pizzarias e cantinas, como a C...Que Sabe!, na rua Rui Barbosa. No ambiente acolhedor, famílias falam e gesticulam animadamente enquanto saboreiam deliciosos pratos típicos ao som de um trio musical que passa de mesa em mesa apresentando canções italianas, incluindo a tarantela. Para completar, garçons derrubam as bandejas, causando um grande alvoroço genuinamente italiano. Conheça ainda a tradicional pizzaria Speranza, na rua Treze de Maio, que, desde 1958, conserva as velhas receitas de pizzas e massas, serve bons vinhos e ainda oferece saborosos e requisitados pães de linguiça.
No rol dos pães, as pequeninas e imortais padarias em nada se assemelham às modernas panificadoras. Possuem, em sua maioria, aspecto rústico, atendimento intimista e receitas de família. A Basilicata assa seus pães em forno a lenha, enquanto a São Domingos e a 14 de Julho oferecem deliciosos antepastos. A Italianinha, localizada dentro do Teatro Sérgio Cardoso, é a mais antiga do bairro. Dentre as guloseimas estão o pão de linguiça com provolone e o tentador catanelli – um tubinho recheado com creme de nozes, avelãs e amêndoas

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...A HISTÓRIA DO BAIRRO BELA VISTA...




O primeiro registro de ocupação da área é de 1559, como Sítio do Capão, de propriedade do português Antônio Pinto, e mais tarde passou a chamar-se Chácara das Jabuticabeiras, por causa do alto número de árvores dessa espécie. Nos anos 1820 um homem conhecido como Antônio Bexiga, por causa de suas cicatrizes de varíola (popularmente conhecida como "bexiga"), comprou as terras, o que é a explicação para o nome do bairro.
Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear parte de sua "Chácara do Bexiga". O loteamento já estava anunciado em 23 de junho de 1878 e foi inaugurado em 1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II, lançando a pedra fundamental de um hospital que, no entanto, jamais foi construído. Lotes pequenos e baratos interessaram aos imigrantes italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por dirigir-se aos cafezais do interior do estado.
Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido dado ao bairro, seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga. Outra explicação para a grafia seria uma adaptação ao jeito coloquial de se falar.
Em 23 de junho de 1878, o jornal Província de São Paulo anunciava na primeira página “Vendo por propostas todas as matas dos terrenos do Bexiga pertencentes a A. J.L.Braga e Companhia”. Estava dada a largada para o nascimento do bairro mais emblemático da capital, o Bixiga. Nessa época a capital já experimentava o crescimento com a chegada dos imigrantes; os italianos que não toparam a aventura ingrata de colher café no interior se interessaram pelos terrenos e aproveitaram os preços baixos – para ali se mudaram em bando.
Por coincidência, a área era rodeada de ruas estreitas com 60 palmos de largura e aclives que lembravam bem as pequenas aldeias da Itália. A partir de 1890, o bairro experimentou nova onda de crescimento com a chegada de mais imigrantes: portugueses, espanhóis e muitos outros italianos.
Os primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559 e dão conta de uma grande fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto. Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras, devido ao grande número de árvores dessa fruta, nas imediações. Já na segunda década do século 18 o local pertencia a Antonio Bexiga. Ao que parece, o proprietário ganhou esse apelido porque fora vítima da varíola – bexiga era o nome popular da doença.
Desde aqueles tempos, um dos traços mais características da Bela Vista é a religiosidade. Sob esse aspecto, o marco do bairro, sem dúvida, é a igreja de Nossa Senhora de Achiropita. Inaugurada pelos devotos em 1925 na Rua 13 de Maio – ainda sem o sino maior, que só chegaria em 1929, doado por Maria Pidone e Maria Nazaro – mas já ostentando no altar uma imagem da milagrosa santa, trazida para o Brasil pelo imigrante calabrês José Falcone.
O ponto alto das atividades da paróquia é a comemoração do dia da santa, 15 de agosto, mas a grande festa de Nossa Senhora de Achiropita se estende tradicionalmente ao longo de todo o mês. Do lado de fora da igreja são colocadas barracas que oferecem comida típica (lingüiça calabresa, provolone, macarronada, fogazzas, polenta, fricazzas e vários doces regionais), enquanto em seu interior é feita a visitação à santa, novena, orações e preparação da procissão.
Em 1948, o industrial Franco Zampari alugou um prédio na Rua Major Diogo e nele instalou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a grande semente da agitada vida cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Novas casas de espetáculos ali se instalaram, como o Teatro Imprensa, o Oficina, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar e outros.
Dias do bairro: 1º de outubro e 26 de dezembro

O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, embora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. Corresponde aproximadamente à região localizada entre as ruas Major Diogo, Avenida Nove de Julho, Rua Sílvia e Ave nida Brigadeiro Luís Antônio, no distrito da Bela Vista, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica dependendo da fonte.
Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista. A tradição e a religiosidade italianas, que são fortemente mantidas e as inúmeras cantinas existentes no bairro são grandes atrativos turísticos. No bairro situa-se a sede da escola de samba Vai-Vai, que até 2006 realizava ensaios pelas ruas do bairro.