O primeiro registro de ocupação da área é de 1559, como
Sítio do Capão, de propriedade do português Antônio Pinto, e mais tarde passou
a chamar-se Chácara das Jabuticabeiras, por causa do alto número de árvores
dessa espécie. Nos anos 1820 um homem conhecido como Antônio Bexiga, por
causa de suas cicatrizes de varíola (popularmente conhecida como "bexiga"), comprou as
terras, o que é a explicação para o nome do bairro.
Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear
parte de sua "Chácara do Bexiga". O loteamento já estava anunciado em
23 de junho de 1878 e foi
inaugurado em 1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II, lançando a
pedra fundamental de um hospital que, no entanto, jamais foi construído. Lotes
pequenos e baratos interessaram aos imigrantes italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por
dirigir-se aos cafezais do interior do
estado.
Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido
dado ao bairro, seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga. Outra explicação para a grafia seria
uma adaptação ao jeito coloquial de se falar.
Em 23
de junho de 1878, o jornal Província de São Paulo anunciava na primeira página
“Vendo por propostas todas as matas dos terrenos do Bexiga pertencentes a A.
J.L.Braga e Companhia”. Estava dada a largada para o nascimento do bairro mais
emblemático da capital, o Bixiga. Nessa época a capital já experimentava o
crescimento com a chegada dos imigrantes; os italianos que não toparam a
aventura ingrata de colher café no interior se interessaram pelos terrenos e
aproveitaram os preços baixos – para ali se mudaram em bando.
Por
coincidência, a área era rodeada de ruas estreitas com 60 palmos de largura e
aclives que lembravam bem as pequenas aldeias da Itália. A partir de 1890, o
bairro experimentou nova onda de crescimento com a chegada de mais imigrantes:
portugueses, espanhóis e muitos outros italianos.
Os
primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559 e dão conta de uma grande
fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto.
Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras,
devido ao grande número de árvores dessa fruta, nas imediações. Já na segunda
década do século 18 o local pertencia a Antonio Bexiga. Ao que parece, o
proprietário ganhou esse apelido porque fora vítima da varíola – bexiga era o
nome popular da doença.
Desde
aqueles tempos, um dos traços mais características da Bela Vista é a
religiosidade. Sob esse aspecto, o marco do bairro, sem dúvida, é a igreja de
Nossa Senhora de Achiropita. Inaugurada pelos devotos em 1925 na Rua 13 de Maio
– ainda sem o sino maior, que só chegaria em 1929, doado por Maria Pidone e
Maria Nazaro – mas já ostentando no altar uma imagem da milagrosa santa,
trazida para o Brasil pelo imigrante calabrês José Falcone.
O ponto
alto das atividades da paróquia é a comemoração do dia da santa, 15 de agosto,
mas a grande festa de Nossa Senhora de Achiropita se estende tradicionalmente
ao longo de todo o mês. Do lado de fora da igreja são colocadas barracas que
oferecem comida típica (lingüiça calabresa, provolone, macarronada, fogazzas,
polenta, fricazzas e vários doces regionais), enquanto em seu interior é feita
a visitação à santa, novena, orações e preparação da procissão.
Em
1948, o industrial Franco Zampari alugou um prédio na Rua Major Diogo e nele
instalou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a grande semente da agitada vida
cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Novas casas de
espetáculos ali se instalaram, como o Teatro Imprensa, o Oficina, o Sérgio
Cardoso, o Ruth Escobar e outros.
Dias do bairro: 1º de outubro e 26 de dezembro
O Bixiga é entendido como um dos mais
tradicionais bairros da cidade
de São Paulo, embora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. Corresponde
aproximadamente à região localizada entre as ruas Major Diogo, Avenida Nove de Julho, Rua Sílvia e Ave nida Brigadeiro Luís Antônio, no
distrito da Bela Vista, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica
dependendo da fonte.
Formado por imigrantes italianos, ganhou importância
histórica e turística na capital paulista. A tradição e a religiosidade
italianas, que são fortemente mantidas e as inúmeras cantinas existentes no
bairro são grandes atrativos turísticos. No bairro situa-se a sede da escola de
samba Vai-Vai, que até 2006 realizava ensaios pelas ruas do bairro.


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